8.3.06

O matador de velhinha

Gritando o policial pergunta a Raimundo:
- Porque você matou aquela senhora! Dando-lhe um tapa no rosto.
- Eu não fiz nada, seu doutor, juro por Deus! Raimundo pede clemência na delegacia.
-Ah, não! Não me enrola, porra! E mais um tapão.
- Eu não fiz nada. Ela não gostava de mim, mas de uns 3 anos para cá a gente tava se dando bem...
-Ah.... Se davam bem? Então me conta o que aconteceu no Parque? Grita o policial.
Raimundo com o olhar cabisbaixo responde:
- Não fiz nada. No parque, eu levei toda a família. Enquanto meus filhos e a minha mulher estavam na montanha russa, eu acompanhava a velha, dei-lhe algodão doce, pamonha...
O policial se aproxima do rosto de Raimundo e faz outra pergunta:
- E no aniversário dela?
- No aniversário, nós já estávamos bem. Ela tinha parado de jogar a minha esposa contra mim. Eu aceitei minha sogra como se fosse minha mãezinha. No aniversário, eu lhe dava flores, uma caixa de bombom...
- E no natal?
-No Natal, mais bombons, mais flores e alguns perfumes. A velha gostava. Era vaidosa.
Chamando-o pelo nome, o policial pergunta, virando-se para a parede:
- Raimundo, como eram as manhãs?
- As manhãs em casa eram agitadas, seu doutor, todo mundo se arrumando para ir trabalhar...
O policial interrompe e pergunta novamente:
- Não to perguntando as manhãs da semana. Quero saber do domingo?
- Eu não envenenei a velha! Juro. Toda manhã, eu mesmo, levava-lhe chocolate quente, goiabada... Às vezes suspiros... Às vezes bolachinhas recheadas de morango...
Dando-lhe mais um tapa, o policial pergunta novamente gritando:
- Então? Você tá me dizendo que não sabia que a velha era diabética?

Um comentário:

Felipe disse...

ô bixo, tão boas as histórias.
vai ter gente querendo casar com filha de diabética pra já saber o que fazer com a velha!